Inspirada por um pedinte, na rua das Flores, em Curitiba-PR, sem as duas pernas.
Hei! vocês que estão aí, parados,
inertes, aglutinado
e também indiferentes...
Não vêm que estou precisando
de alguém aqui à minha frente?...
Olhem minhas roupas surradas,
rotas, sujas, desbotadas,
tal folhas caídas e enlouquecidas
no vendaval que dispersa
todas as coisas da vida.
Preciso falar contigo!
Dá tua mão, seja amigo,
é só agora, um instante,
antes que o lampião se apague
e envolva toda essa gente,
pedintes ou displicentes
na escuridão da saudade...
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